Você também pode combinar o mapeamento de histórias com o mapeamento da jornada do cliente para entender o que os usuários estão pensando e sentindo em cada etapa, ajudando você a remover atritos e adicionar momentos encantadores.
2. Identifique o problema
Que problema seu serviço ou produto está ajudando o cliente a superar? Mantenha uma mentalidade centrada no usuário durante esta etapa para visualizar como o usuário final vivenciará o produto. Se você estiver com dificuldade para transmitir essas informações, lembre-se do formato apresentado anteriormente: "Como usuário, quero [a ação], para que [o benefício] aconteça".
3. Mapeie as atividades do usuário
As interações com seu produto assumirão a forma de atividades do usuário. Essas atividades funcionam como pontos de ancoragem à medida que você cria seu mapa de histórias do usuário. Sob cada atividade, uma série de histórias do usuário compõe a jornada do cliente mais ampla.
Se você estiver conduzindo um workshop, faça um brainstorming das atividades do usuário antes de passar para os pontos problemáticos e objetivos relacionados. Trabalhar sistematicamente nessas categorias permite que sua equipe se concentre em um objetivo de cada vez. Seja trabalhando de forma presencial ou remota, reserve períodos de reflexão silenciosa para que os membros da equipe possam consultar suas anotações ou pesquisas de modo independente. Dar espaço para que sua equipe pense profundamente gera insights de maior qualidade do que apenas uma discussão acelerada.
Quando você já estiver em condições de estruturar o mapa, coloque as atividades de alto nível na parte superior e indique abaixo as tarefas específicas necessárias para concluí-las. Por exemplo, a atividade "Editar um vídeo" incluiria tarefas como fazer login, gravar e exportar.
Dica profissional: prepare seu quadro antes do workshop
Um pouco de preparação pode fazer a sessão de mapeamento acontecer mais rápido e parecer menos caótica. Antes de sua equipe se reunir, configure seus murais do Lucidspark. Você ainda não vai começar a organizar o mapa de histórias, pois precisará começar com um brainstorming. Contudo, o segredo para realizar sessões úteis de brainstorming é fornecer diretrizes. Primeiro, adicione caixas para organizar seu brainstorming. As caixas possíveis podem ser rotuladas como:
Recomendamos rotular seu mural, adicionar colaboradores e também compartilhar ou exibir um breve tutorial antes da sessão de brainstorming.
4. Priorize
Depois de identificar e mapear as atividades do usuário e suas histórias correspondentes, a equipe de produção pode começar a priorizar as histórias do usuário. Classifique as histórias verticalmente, da mais importante para a menos importante, para ajudar a equipe de produção a entender quais histórias têm o maior impacto na jornada do cliente.
Se você estiver usando o Lucidspark, também poderá marcar atividades, pontos problemáticos ou histórias para deixar a priorização visível à primeira vista (por exemplo, "essencial", "desejável", "mais tarde" ou por versão). Para manter o mapa utilizável, registre as ideias de menor prioridade sem forçá-las a entrar no plano da versão atual.
5. Identifique obstáculos
À medida que o mapa de histórias do usuário toma forma, a equipe pode começar a identificar lacunas de informação, gargalos ou outros problemas que podem desacelerar a produção. Use esta etapa para identificar soluções e alternativas.
6. Planeje o sprint
Todo o trabalho de mapeamento culmina na fase de planejamento do projeto. Depois que as atividades e histórias do usuário forem priorizadas, elas poderão ser agrupadas em sprints, em que cada parte do mapa de histórias do usuário é atribuída a um membro da equipe de produção com uma explicação clara de como deve ser concluída.
No Lucidspark, você pode levar esse trabalho diretamente para a execução, dividindo os recursos em tarefas do tamanho de um sprint usando cronogramas ou tabelas dinâmicas. Essa é uma parte gratificante do processo, porque você verá como um brainstorming pode levar a tarefas claras e pequenas atribuídas aos membros da equipe. Melhor ainda: quando todos participam do mapeamento de histórias de usuários, eles passam a entender como as tarefas menores contribuem para o panorama mais amplo da experiência do usuário, o que pode trazer mais clareza para todo o processo.
Desafios dos mapas de histórias do usuário (e como superá-los)
Aqui estão alguns desafios comuns associados a mapas de histórias de usuários, junto com algumas dicas para resolvê-los:
-
Seu mapa está genérico demais ou detalhado demais: existe um meio-termo ideal na quantidade de detalhes a incluir. Se sua equipe não estiver alinhada, talvez não haja detalhes suficientes e você precise adicionar mais até que todos estejam alinhados. Se sua equipe estiver ficando confusa, então as etapas estão detalhadas demais. Use uma linguagem simples para minimizar o risco de detalhar demais.
-
Você não conhece seus usuários: se você não sabe quem são seus usuários, não pode fazer um mapa para eles. Use dados demográficos para entender quem está usando seu produto.
-
Seu mapa está desatualizado: criar um mapa em um ambiente hospedado na nuvem facilita a atualização a qualquer hora e em qualquer lugar. A colaboração que roda na nuvem também pode facilitar o envolvimento contínuo das partes interessadas ao longo do tempo, estejam elas trabalhando no mesmo local ou remotamente.
-
Você não sabe por que seu produto existe: esse é um grande problema. Se você não souber qual problema seu produto resolve, não poderá construir um mapa de histórias para determinar essa resolução.
Próximos passos após o mapeamento da história do usuário
Quando o exercício de mapeamento de histórias de usuários estiver concluído, as partes interessadas relevantes geralmente revisarão as atividades e histórias mapeadas. Lembre-se de que nada é definitivo — você pode e deve fazer alterações quando necessário. Depois que todas as partes envolvidas concordarem com um mapa final de histórias de usuários, a equipe de produção pode começar o desenvolvimento.
Para começar, você pode aproveitar qualquer um dos seguintes diagramas e processos:
O mapeamento de histórias de usuários é uma prática útil para visualizar qual trabalho deve ser executado primeiro para criar o produto final mais eficaz. Embora possa ser tentador tratar o mapeamento de histórias como algo extra, ele costuma ser uma etapa fundamental para identificar antecipadamente os pontos problemáticos e motivadores dos usuários, antes que se transformem em retrabalho caro.