Projete sistemas tolerantes a falhas e reduza prejuízos

Tempo de leitura: cerca de 4 minutos

De acordo com um estudo da Opengear, todo ano 38% das empresas nos EUA perdem mais de US$ 1 milhão devido a quedas em suas redes. 2020 foi o ano em que a eficiência operacional das tecnologias de trabalho remoto virou prioridade entre as organizações, no entanto, grandes empresas como Google, Zoom, Slack e Microsoft sofreram enormes quedas em suas plataformas.

Para evitar tempo de inatividade, que pode resultar em custos significativos, prejudicar o relacionamento com os usuários e manchar a reputação de marcas, as empresas devem projetar seu software para falhar. 

Projetar sistemas tolerantes a falhas significa criar oportunidades para automatizar a restauração e as soluções do software. Salvaguardas como essas ajudam a evitar quedas de serviço e a manter as equipes de design atentas e com uma mentalidade ágil e focada em soluções. Vamos mostrar algumas estratégias que você pode usar para projetar software para falhar. 

Por que é importante criar sistemas tolerantes a falhas? 

Independentemente do processo de design, existem componentes fora do nosso controle que, inevitavelmente, falharão. Por esse motivo, designers e empresas precisam se preparar para evitar tempo de inatividade e gerenciar eventuais quedas com eficiência.

Tente se lembrar da última grande queda que ocorreu com seu software de preferência. De provedores de e-mail a ferramentas de fluxo de trabalho, ou até mesmo aplicativos de mensagens, as quedas acontecem toda hora — e são sempre muito prejudiciais e inconvenientes para as nossas atividades diárias. Usuários imediatamente buscam informações em sites ou redes sociais voltados para detectar quedas, e aproveitam também para fazer suas devidas reclamações. 
Neste artigo, mostraremos como projetar seu software para falhar. 

Como projetar software tolerante a falhas

Existem cinco elementos importantes para projetar software para falhar, e recuperar rapidamente: 

1. Criar componentes redundantes

A redundância é a duplicação de componentes ou funções essenciais de um sistema para aumentar a confiabilidade dele. É como desenvolver um modo à prova de falhas e, em seguida, criar um outro modo à prova de falhas para esse modo à prova de falhas, e assim por diante. 

É fundamental que a principal funcionalidade do seu design nunca dependa de um único componente. Você deve criar componentes de nuvem redundantes, idealmente com pontos de falha mínimos ou incomuns. 

2. Configurar a automação 

Para amenizar as quedas, faça testes repetidamente e, em seguida, configure a automação.

Ao automatizar os processos de criação, promoção e lançamento de software, as empresas conseguem controlar melhor o desenvolvimento e dimensionar a produção de software corretamente – e ainda correr menos riscos. Para tal, cada vez mais empresas precisam investir em engenheiros de automação para automatizar processos de negócios, TI e desenvolvimento. 

3. Planejar a escalabilidade  

Ao projetar para falhar, você também deve planejar sua escalabilidade, e os dois princípios devem estar sempre alinhados. As empresas dimensionam seus projetos para atender à demanda do cliente, ou dimensionam a contratação de funcionários para atender às necessidades da organização, e os engenheiros também incorporam escalabilidade e elasticidade no software. Ao incorporar uma maior escalabilidade em seus sistemas, seu software acomodará cargas de atividade mais altas, e com uma maior elasticidade, seu sistema ajustará seus recursos com mais facilidade para se adaptar a diferentes cargas em relação à escalabilidade.

Teoricamente, toda nova versão de um aplicativo ou produto é melhor do que a última e tem uma maior capacidade para atender às demandas dos usuários. Essencialmente, escalabilidade significa um aumento de capacidade. Se a sua equipe desenvolve componentes modulares ou redundantes, certamente ocorrerá um gargalo ou problema em algum momento em seu produto, já que a possibilidade de falha é inevitável no desenvolvimento de software.

Todo recurso que for compartilhado em sua rede é considerado um ponto potencial de falha que, na melhor das hipóteses, limitará sua escalabilidade e, na pior das hipóteses, causará uma série de problemas. Ao planejar a escalabilidade, você também está se preparando para lidar com esses gargalos.

4. Focar na confiabilidade

Como as falhas de software e serviços em nuvem são inevitáveis, o foco das empresas deverá ser de conter e se recuperar dessas falhas rapidamente para alavancar a confiabilidade. Práticas de engenharia, como a modelagem e injeção de falhas, são elementos necessários de um processo de lançamento contínuo e ajudam a criar software e sistemas na nuvem mais confiáveis.

5. Desenvolver com elasticidade 

Existem dias em que há uma maior demanda de seu software, seus aplicativos ou plataformas de nuvem. Ao aumentar a elasticidade, você pode aumentar ou diminuir a escalabilidade ou a capacidade do seu sistema por meio de ajustes no número de serviços lançados. 

Se você também já configurou a automação conforme falamos anteriormente, você pode criar um sistema reativo que se adapta às mudanças de demanda ou carga automaticamente. Esse tipo de elasticidade, flexibilidade e reatividade ajuda a evitar falhas devido a sobrecargas no sistema. 

Em um mundo que exige ainda mais flexibilidade e agilidade, planejar para falhas é a chave do sucesso. A resiliência é mais valiosa do que a perfeição. Queira ou não, falhas acontecem — mas as ferramentas e os sistemas criados para minimizar as quedas aumentarão a confiabilidade e a confiança do consumidor.

Para desenvolver software flexível e ágil, é essencial ter uma boa visibilidade dos seus planos de design. Use o Lucidchart para visualizar todos os seus sistemas técnicos.

Visualize suas soluções técnicas

Sobre: Lucid

A Lucid Software é líder em colaboração visual e aceleração do trabalho, ajudando equipes a visualizar e construir o futuro ao transformar ideias em realidade. Seus produtos incluem a Suíte de Colaboração Visual da Lucid (Lucidchart e Lucidspark) e o airfocus. A Suíte de Colaboração Visual da Lucid, combinada com extensões poderosas para transformação na nuvem e de processos, capacita as organizações a simplificar o trabalho, promover alinhamento e impulsionar a transformação empresarial em larga escala. O airfocus, uma plataforma de gestão de produtos e criação de roadmaps com tecnologia de IA, amplia essas capacidades ao ajudar equipes a priorizar o trabalho, definir a estratégia de produto e alinhar a execução aos objetivos de negócios. A plataforma de aceleração do trabalho mais usada pelas empresas da Fortune 500, as soluções da Lucid são confiadas por mais de 100 milhões de usuários em organizações ao redor do mundo, incluindo Google, GE e NBC Universal. A Lucid faz parceria com líderes como Google, Atlassian e Microsoft, e já recebeu diversos prêmios por seus produtos, crescimento e cultura organizacional.

Comece a diagramar com o Lucidchart hoje mesmo — gratuitamente!