É fácil não se lembrar de um tempo em que a colaboração ainda não era uma norma para os negócios; muitos profissionais provavelmente nunca experimentaram trabalhar de outra forma.
As culturas de trabalho mais antigas e ferozes, do estilo “cada funcionário por si” foram desmanteladas e desmistificadas como formas ineficazes de impulsionar a inovação. E a proliferação e a onipresença das ferramentas de bate-papo e vídeo aceleraram o nível de acesso, a transparência e o contexto que as equipes podem compartilhar umas com as outras para impulsionar a colaboração e a produtividade.
No entanto, à medida que a produtividade aumenta, a inovação diminui. As equipes podem entender a importância da colaboração, mas, em geral, ainda estamos lutando para melhorar, de modo tangível, a colaboração de uma forma que vá além de apenas gerar nos colaboradores a sensação de estarem conectados e em cooperação, mas que contribua para o valor comercial real. E as equipes estão sentindo a pressão de ter que descobrir formas de colaborar sob as novas condições de trabalho híbrido e remoto.
Ninguém ensina na faculdade que sua carreira é essencialmente um eterno trabalho em grupo, e ainda assim, não tem uma matéria na faculdade para ensinar a você a ser melhor em colaboração. Para aqueles que procuram uma maneira estruturada de melhorar a forma como colaboram, uma das principais maneiras é identificar antipadrões de colaboração.
O que é um antipadrão de colaboração?
Um antipadrão é uma resposta consistente ou uma ação de uma equipe ou um indivíduo que possa parecer útil à primeira vista, mas que, no fundo, é contraproducente. É diferente de um "mau hábito" no sentido que antipadrões são geralmente tentativas bem-intencionados, porém equivocadas, de resolver um problema.
Se o objetivo da colaboração é impulsionar a inovação e os resultados dos negócios, um antipadrão de colaboração é uma prática que mantém as equipes em rotinas, evita o pensamento emergente e custa dinheiro às empresas no longo prazo. A intenção de identificar antipadrões de colaboração é parar de fazer aquilo que apenas parece eficaz e identificar maneiras mais eficazes e previsíveis para a inovação, encontrando padrões melhores para serem adotados.
Se a sua equipe está se sentindo empacada em relação à colaboração, pode haver um antipadrão em cena.
A importância de melhorar a colaboração reconhecendo antipadrões
Embora não seja necessariamente intencional, muitas vezes subestimamos a importância da colaboração vendo-a apenas através da lente limitada do "brainstorming". A colaboração não se resume à "geração de ideias" — ela está, no entanto, incorporada no planejamento, na pesquisa, na execução e na avaliação que impulsionam a inovação. Ela não acontece apenas no quadro branco virtual ou físico, mas em todas as etapas do trabalho.
Outra ocorrência comum é que a colaboração é tratada como um subproduto lamentável de pessoas que precisam trabalhar em equipe em vez de terem o trabalho em equipe como objetivo inicial, sendo que, consequentemente, os esforços para melhorar a colaboração não são abordados sistematicamente, intencionalmente ou com qualquer tipo de estrutura.
A verdade é que melhorar a colaboração significa criar uma engrenagem que impulsione inovação, valor e crescimento financeiro consistentes para um negócio. E se você não está lidando com pontos cegos e fraquezas revelados pela maneira como você trabalha em conjunto, você pode estar sendo deixado(a) para trás por empresas dispostas a trabalhar para melhorar a colaboração.
3 antipadrões da colaboração que você pode corrigir hoje
Se você está sentindo que falta colaboração em sua equipe, abordar a melhoria identificando e corrigindo antipadrões pode ser uma estratégia útil. Dar nome aos antipadrões torna-os solucionáveis e constitui um primeiro passo claro para a ação.
Com isso em mente, aqui estão três antipadrões comuns aos quais você deve prestar atenção:
Antipadrão 1: deixar o relógio conduzir a reunião
À primeira vista, terminar as sessões de brainstorming dentro do tempo estabelecido e partir agressivamente para a tomada de decisões após cada reunião parece ser uma estratégia boa. Afinal, você está sendo eficiente com seu tempo e mantendo o projeto em andamento em um ritmo saudável.
No entanto, a tendência de tentar chegar ao fim de cada reunião – independentemente do ponto onde você estiver em sua discussão – pode, na verdade, ser um sintoma de falta de paciência para deixar o processo de discussão em grupo seguir o curso natural. É possível que você seja induzido(a) ao erro pela necessidade de agir se não deixar tempo para que as ideias amadureçam.
Ao convergir prematuramente em um curso de ação antes de ter debatido amplamente todas as ideias divergentes e visões concorrentes de colegas de equipe, você perde a Zona de discussão, a área confusa e desconfortável de debate colaborativo que desbloqueia o pensamento emergente e os avanços inovadores.
Solução: ser orientado por resultados em vez de marcos arbitrários
É fácil cair no hábito de ver o fim de uma determinada reunião — como um brainstorm ou uma reunião de planejamento de projetos — como um sinal de que é hora de passar para a próxima etapa. Se sua vontade de chegar ao fim das reuniões implica em você consistentemente sair da Zona de discussão mais cedo, o projeto e os negócios acabarão sendo prejudicados.
Mesmo que a reunião termine, não sinta que você tem que chegar a uma solução imediata; agende um momento extra, assíncrono ou presencial, conforme necessário, para concluir seu debate e processar suas ideias.
Uma atividade de brainwriting pode garantir que sua equipe permaneça e seja produtiva na Zona de discussão, forçando-a a gerar um grande número de ideias e dando às pessoas a chance de aproveitar e desenvolver as ideias dos outros para que você não saia em disparada apenas com a primeira boa ideia que aparecer. Isso incentivará a profundidade e a amplitude da discussão antes de entrar em qualquer trabalho de refinamento ou consolidação.