O que é um diagrama de fluxo de dados?

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Na criação e na otimização de sistemas no seu local de trabalho, um diagrama de fluxo de dados (DFD) pode ajudar a visualizar como as informações se movem, identificar ineficiências e informar os envolvidos sobre como o trabalho realmente é feito. É fácil entender o fluxo de dados pelos sistemas com o software certo para diagramas de fluxo de dados. 

Este guia oferece tudo o que você precisa saber sobre diagramas de fluxo de dados, incluindo definições, histórico, símbolos e notações. Você conhecerá os diversos níveis de um DFD, a diferença entre um DFD lógico e um DFD físico e dicas sobre como criar um DFD.

O que é um diagrama de fluxo de dados?

Um diagrama de fluxo de dados mapeia o fluxo de informações de qualquer processo ou sistema. Ele usa símbolos definidos, como retângulos, círculos e setas, além de rótulos de texto curtos, para mostrar entradas de dados, saídas, pontos de armazenamento e os caminhos entre cada destino. 

Como todos os melhores diagramas e gráficos, um DFD muitas vezes pode "dizer" visualmente coisas que seriam difíceis de explicar em palavras, e ele funciona tanto para públicos técnicos quanto não técnicos, de desenvolvedores a CEOs. Eles podem variar de visões gerais simples de processos, até mesmo desenhadas à mão, a DFDs detalhados de vários níveis que se aprofundam progressivamente em como os dados são tratados. 

Como os DFDs tornam visível o comportamento do sistema, costumam ser utilizados como uma ferramenta prática para diagnosticar onde se origina falhas e gargalos.

O histórico do DFD

Os diagramas de fluxo de dados foram popularizados no fim da década de 1970 pelos pioneiros da computação Ed Yourdon e Larry Constantine no livro Structured Design. Eles o basearam nos modelos computacionais de "grafo de fluxo de dados" de David Martin e Gerald Estrin. Tanto o conceito de design estruturado quanto o método DFD foram amplamente adotados nas áreas de engenharia de software e negócios.

Outros três especialistas que contribuíram para essa ascensão da metodologia DFD foram Tom DeMarco, Chris Gane e Trish Sarson. Eles se uniram em várias combinações para atuar como os principais definidores dos símbolos e das notações usados em um diagrama de fluxo de dados.

Símbolos e notações utilizadas em DFDs

É recomendável a familiarização com os diversos símbolos de diagrama de fluxo de dados antes de começar. Como há algumas variações de símbolos entre os sistemas, o importante é adotar clareza e uniformidade nas formas e notações que você vai utilizar quando se comunicar e colaborar com outras pessoas.

Usando as regras ou diretrizes de DFD de qualquer convenção, os símbolos representam os quatro componentes dos diagramas de fluxo de dados:

1. Entidade externa

Uma entidade externa é um sistema que envia ou recebe dados e se comunica com o sistema que está sendo diagramado. Elas são as fontes e os destinos das informações que entram ou saem do sistema. Elas podem ser uma organização ou pessoa externa, um sistema de computador ou um sistema de negócios. Elas também são conhecidas como terminadores, fontes e sumidouros ou atores. Elas normalmente são desenhadas nas bordas do diagrama.

2. Processo

Os processos transformam dados e produzem uma saída. Podem fazer cálculos, classificar dados com base em lógica ou direcionar o fluxo de dados de acordo com regras de negócios. É utilizado um rótulo curto para descrever um processo (por exemplo, "Enviar pagamento").

3. Armazenamento de dados

Os armazenamentos de dados são arquivos ou repositórios que mantêm informações para uso posterior (por exemplo, uma tabela de banco de dados ou um formulário de associação). Cada armazenamento de dados recebe um rótulo simples (por exemplo, "Pedidos").

4. Fluxo de dados

O fluxo de dados descreve o caminho que os dados percorrem entre entidades externas, processos e armazenamentos de dados. Ele representa a interface entre os outros componentes e é mostrado com setas, normalmente rotuladas com um nome curto de dados (por exemplo, "Detalhes de cobrança").

Regras e dicas de DFDs

Todos os diagramas de fluxo de dados têm certas regras que devem ser consideradas:

  • Cada processo deve ter pelo menos uma entrada e uma saída.

  • Cada armazenamento de dados deve ter, pelo menos, um fluxo de dados de entrada e de um fluxo de dados de saída.

  • Dados armazenados em um sistema devem passar por um processo.

  • Todos os processos em um DFD vão para outro processo ou um armazenamento de dados.

Níveis e camadas de DFDs: de diagramas de contexto a pseudocódigos

Um diagrama de fluxo de dados pode se aprofundar progressivamente em mais detalhes usando níveis e camadas, focando em uma parte específica. Os níveis de DFD são numerados como 0, 1 ou 2 e, ocasionalmente, chegam até o Nível 3 ou além. O nível de detalhamento necessário depende do escopo do que você está tentando realizar.

DFD Nível 0 

Um DFD de Nível 0 também é chamado de diagrama de contexto. Ele é uma visão geral básica de todo o sistema ou processo que está sendo analisado ou modelado. Foi projetado para oferecer uma visualização rápida, mostrando o sistema como um único processo de alto nível e seus relacionamentos com entidades externas. Ele deve ser facilmente compreendido por um público amplo, incluindo partes interessadas, analistas de negócios, analistas de dados e desenvolvedores.

Este modelo de DFD Nível 0, ou diagrama de contexto, representa o nível mais alto possível da visão de um processo ou sistema.
Este modelo de DFD Nível 0, ou diagrama de contexto, representa o nível mais alto possível da visão de um processo ou sistema.
Modelo de DFD de Nível 0 (clique para editar)

DFD Nível 1

Um diagrama DFD Nível 1 apresenta maior detalhamento de partes do diagrama de nível de contexto. Ele destaca as principais funções do sistema.

Vá um passo além de um diagrama de contexto com este modelo de DFD de Nível 1.
Vá um passo além de um diagrama de contexto com este modelo de DFD de Nível 1.
Modelo de DFD de Nível 1 (clique para editar)

DFD Nível 2 

Um DFD de Nível 2 vai um passo mais fundo em partes do Nível 1. Pode ser necessário mais texto para alcançar o nível de detalhamento necessário sobre o funcionamento do sistema.

Aprofunde-se ainda mais em um processo ou sistema com este modelo de DFD de Nível 2.
Aprofunde-se ainda mais em um processo ou sistema com este modelo de DFD de Nível 2.
Modelo de DFD Nível 2 (clique para editar)

É possível avançar para os Níveis 3, 4 e além, mas ir além do Nível 3 é incomum. Fazer isso pode criar uma complexidade que dificulta a comunicação, a comparação ou a modelagem eficaz.

Usando camadas de DFD, os níveis em cascata podem ser aninhados diretamente no diagrama, proporcionando uma aparência mais limpa e fácil acesso a análises mais aprofundadas. Ao se tornar suficientemente detalhado, o DFD pode ser usado por desenvolvedores e designers para escrever pseudocódigo, uma combinação de inglês e linguagem de programação. O pseudocódigo facilita o desenvolvimento do código real.

Exemplos de como DFDs podem ser utilizados

Os diagramas de fluxo de dados são úteis para analisar ou modelar vários tipos de sistemas em diferentes áreas.

  • DFD na engenharia de software: foi aqui que os diagramas de fluxo de dados tiveram seu principal início na década de 1970. Os DFDs podem oferecer uma abordagem focada para o desenvolvimento técnico, na qual mais pesquisa é feita antecipadamente para a programação.

  • DFD na análise de negócios: os analistas de negócios usam DFDs para analisar sistemas existentes e encontrar ineficiências. Diagramar um processo pode revelar etapas que, de outra forma, poderiam passar despercebidas ou não ser totalmente compreendidas.

  • DFD na reengenharia de processos de negócios (BPR): a BPR foi pioneira na década de 1990 para ajudar as organizações a reduzir custos operacionais, melhorar o atendimento ao cliente e competir melhor no mercado. Os DFDs podem ser utilizados para modelar um fluxo de dados melhor e mais eficiente em um processo de negócios. 

  • DFD no desenvolvimento ágil: os DFDs podem ser usados para visualizar e entender requisitos de negócios e técnicos e planejar as próximas etapas. Eles podem ser uma ferramenta simples, porém poderosa, de comunicação e colaboração para direcionar o desenvolvimento rápido.

  • DFD em estruturas de sistemas: qualquer sistema ou processo pode ser analisado em níveis progressivos de detalhamento para ser aprimorado, tanto do ponto de vista técnico quanto não técnico.

DFD x Linguagem de modelagem unificada (UML)

Enquanto um DFD ilustra como os dados fluem por um sistema, a UML é uma linguagem de modelagem utilizada no design de software baseado em objetos para proporcionar uma visão mais detalhada. Um DFD ainda pode servir como um bom ponto de partida, mas os desenvolvedores podem recorrer a diagramas de classes, de estrutura ou a outros diagramas UML para terem o nível de detalhamento necessário durante o desenvolvimento do sistema.

DFD lógico x DFD físico

Estas são as duas categorias de um diagrama de fluxo de dados: lógico e físico. Um DFD lógico visualiza os fluxos de dados essenciais para o funcionamento de uma empresa. Concentra-se no negócio e nas informações necessárias, não em como o sistema funciona nem em como se pretende que funcione. No entanto, um DFD físico mostra como o sistema é implementado atualmente ou como será implementado no futuro. Por exemplo, em um DFD lógico os processos seriam atividades de negócios, enquanto em um DFD físico os processos seriam programas e procedimentos manuais.

 

Este modelo mostra um exemplo de diagrama de fluxo de dados lógico.
Este modelo mostra um exemplo de diagrama de fluxo de dados lógico.
Modelo de DFD lógico (clique para editar)
Este modelo mostra um exemplo de diagrama de fluxo de dados físico.
Este modelo mostra um exemplo de diagrama de fluxo de dados físico.
Modelo de DFD físico (clique para editar)

Como fazer um diagrama de fluxo de dados

Você pode criar seu próprio DFD on-line com o Lucidchart. Use nossos exemplos de DFD e notações especializadas para representar visualmente o fluxo de dados pelo seu sistema. Nosso criador de diagramas de fluxo de dados é simples, mas poderoso. 

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Modelos e exemplos de diagramas de fluxo de dados

Use um modelo da nossa galeria para começar a criar seu diagrama de fluxo de dados.

Exemplo de diagrama de fluxo de dados (físico)

Preços:

Conta paga

Exemplo de diagrama de fluxo de dados (físico), Preços: Conta paga

Diagrama de fluxo de dados: nível 1

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Conta paga

Diagrama de fluxo de dados: nível 1, Preços: Conta paga

Diagrama de fluxo de dados: nível 2

Preços:

Conta paga

Diagrama de fluxo de dados: nível 2, Preços: Conta paga

Recurso útil

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Símbolos e notação de diagramas de fluxo de dados

Neste guia você conhecerá os principais componentes dos diagramas de fluxo de dados e os símbolos utilizados para representá-los.

Como fazer um diagrama de fluxo de dados

Saiba como fazer um DFD com o Lucidchart em apenas 10 passos.

Perguntas frequentes sobre o diagrama de fluxo de dados

Um diagrama de fluxo de dados (DFD) mapeia o fluxo de informações de um processo ou sistema utilizando símbolos definidos para mostrar entradas, saídas, pontos de armazenamento e as rotas entre eles.

Os principais componentes de um DFD incluem entidades externas (fontes ou destinos de dados), processos (transformações de dados), armazenamentos de dados (onde os dados são mantidos) e fluxos de dados (a movimentação de dados entre os componentes).

Os DFDs utilizam símbolos como retângulos, círculos e setas, além de rótulos de texto curtos, para representar diversos elementos como processos, armazenamentos de dados e entidades externas.

Os DFDs são organizados hierarquicamente, começando pelo Nível 0 (diagrama de contexto) representando a visão geral de alto nível, seguido pelo Nível 1 para os principais subprocessos e por outros níveis para detalhamentos mais específicos.

Um DFD lógico concentra-se nos fluxos de dados essenciais necessários para as operações comerciais, enquanto um DFD físico ilustra como o sistema é realmente implementado, detalhando os aspectos técnicos.

Os DFDs são benéficos para engenheiros de software, analistas de sistemas e gestores de negócios, pois simplificam sistemas complexos, ajudam a identificar ineficiências e esclarecem os requisitos do sistema.

Sim, os DFDs ainda são relevantes porque ajudam a visualizar o comportamento do sistema, diagnosticar problemas e melhorar processos em vários campos, inclusive em engenharia de software e análise de negócios.

Você pode criar um DFD utilizando o Lucidchart, que oferece modelos e notações especializadas para representar visualmente o fluxo de dados pelo seu sistema.

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